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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Exercícios da apostila - parte II



Leitura de todo o material referente às questões 1,2,5 e 6. Listar conectores, verbos, construções linguísticas interessantes, etc, que podem auxiliar na clareza de um resposta.

Questão 1

"observa-se a diferença provocada pelo uso (...)"
"assim transmite-se o sentido (...)"
"tanto em (...) quanto em (...)"
"com adição simultânea de (...)"

Questão 2

"consiste em afirmar"

Questão 5

"explicita"
"já x tem o sentido de (...)"

Questão 6

"a grande diferença é que (...)"
"assim como no texto x (...)"

Exercícios da apostila - parte II


Identificar nas narrações não satisfatórias da Unicamp a presença de 3 inverossimilhaças e 3 clichês.

Redações a serem analisadas:

Redação 2:

Débora Motta, recém formada em Biologia, trabalhava em um instituto de pesquisa científica e estava desenvolvendo uma nova vacina contra tuberculose. Sua experiência era um sucesso, todas as cobaias de camundongos estavam reagindo, estavam apresentado anticorpos.
Débora se sentia realizada, pensava: “Vou ficar rica e a humanidade salva!”
Assim passou-se os dias, ela começou a ser admirada e reconhecida pelo seu trabalho. Aparecia em entrevistas televisivas, dava palestras. As pessoas já acreditavam na cura da doença e no aumento da expectativa de vida.
Certa vez Débora foi convocada para um debate, também passara a receber críticas de entidades que eram a favor da proteção aos animais.
Acusavam-na de crime ambiental e maus tratos por utilizar cobaias em seus experimentos, o que era uma forma de desprezo à vida e a população por não incentivá-los a obtenção da cura através de prevenções para que não adquirissem a doença e sim iludi-los com medicamentos.
Com tantas acusações, Débora sentiu-se ofendida e desmotivada para continuar suas pesquisas. Tantos anos de estudo, investimento, dedicação, impossível que estas pessoas não reconhecessem seu trabalho. Elas não precisariam mais se preocupar com a doença, era só medicar-se e estariam curadas. Pensou muito e decidiu que continuaria com seu trabalho, mesmo recebendo críticas, logo as pessoas esqueceriam isso.
Mas isso não aconteceu, as críticas aumentaram, a população estava sendo mobilizada, o governo criou uma lei que tornou ilegal a utilização de animais em práticas científicas e ela foi penalizada por crime ambiental.
Não teve outra saída, abandonou a pesquisa com cobaias, mas não desistiu de encontrar a cura, já tinha experiência, com o tempo descobriria outro método, ficaria rica e ainda salvaria a humanidade.

Daiane D. Baptista de Lima:

Inverossimilhanças:



Logo no início do texto a pesquisadora Débora Motta é admirada e exaltada por suas experiências e mais a frente essa ideia é quebrada, pois ela se torna o alvo de críticas e acusações contra a vida. Podemos evidenciar (a inverossimilhança) através dos trechos: "(...) ela começou a ser admirada e reconhecida pelo seu trabalho. Aparecia em entrevistas, dava palestras" e "Acusavam-na de crime ambiental e maus tratos por utilizar cobaias em seus experimentos".
(Além do mais), o candidato foi infeliz ao afirmar que a personagem estava ofendida e desmotivada para continuar suas pesquisas, pois se torna contraditório ao dizer que ela continuaria com seu trabalho mesmo recebendo críticas.

Clichês:


O candidato, ao redigir o texto, usou algumas frases que evidenciam sua total falta de criatividade e vocabulário, pois utiliza-se de (...) clichês para expressar suas ideias. Podemos citar as seguintes afirmações: "Sua experiência era um sucesso", "Vou ficar rica e a humanidade salva" e "Não teve outra saída".

Exercícios da apostila - parte II


Identificar nas narrações não satisfatórias da Unicamp a presença de 3 inverossimilhaças e 3 clichês.

Redações a serem analisadas:

Redação 1:
Bolha Wasp
Sabão é feito de gordura. Isso é fato. Eu sei, porque dediquei uma parcela da minha vida à isso. Não, eu não sou gordo. O fato é, que eu trabalhava na carrocinha e, lá a lógica era simples: cachorro sem dono vira sabão.
Eu tinha coração. Eu me entristecia ao ver mulheres espancadas pelo marido, crianças agredidas pelos pais e os idosos ignorados, mas, para mim, cachorro era pelúcia. Eu entendia a vida assim. Afinal eu precisava tomar banho.
Meu trabalho começava antes do nascer e terminava depois do pôr-do-sol. Demorava, mas era fácil. Eu tinha, apenas, que colocar os animais na máquina. A minha vida teria continuado seguindo este rumo se o Wasp não tivesse aparecido.
Eu estava voltando para casa, ele rosnou. Minha mulher apareceu saindo com as malas, ele rosnou novamente (e eu chorei). Sentei na sargeta, ele se aconchegou do meu lado. Então eu o percebi pelo som de seu rabo vibrante. Como ele era sarnento. Tentei ignorá-lo, mas o bichinho era bom demais. Ele sabia o que eu estava sentindo. Eu juro que sabia. O chamei de Wasp.
Como em casa de pobre sempre cabe mais um e como a gorda maldita tinha me abandonado, eu o adotei. No começo, ele queria me acompanhar para todo lugar, mas logo expliquei para ele que lá não era um dos melhores lugar para ele estar. A isso Wasp compreendeu facilmente, o que ele não compreendia era como eu podia fazer uma coisa dessas.
Wasp fazia xixi e coco pela sala, babava na minha cama e latia durante o meu sono, mas eu gostava dele. Ele era humano. Seu único problema era querer liberdade demais. Virou sabão. A dor foi a pior que eu já senti. Fiquei triste, me senti culpado. Eu ensinei à ele várias coisas, mas ele me ensinou a maior lição. Aprendi o
quanto o ser humano é tolo.
Sozinho, decidi ser um pouco mais Wasp e lutar pela liberdade dos animais. Fazer as coisas funcionarem, já que as leis não fazem. Decidi participar do CONCEA e do programa da Luiza Mel. Devo admitir que o programa fez mais sucesso, a justiça no Brasil é caótica.
O ser humano se achava evoluído, mas é ignorante. Precisa de tempo para perceber as coisas. Demorou para perceber a humanidade de índios e negros. Quando vai perceber a emoção do animal?
Eu estou lutando. Agora, eu tomo banho de detergente.

Daiane D. Baptista de Lima:

Inverossimilhanças:


O candidato afirma que (em função)do afeto que o personagem sentia pelo cão decidiu lutar pela liberdade e a partir disso (...) passou a tomar banho de detergente.

(...) Na afirmação "Ele era humano", o candidato foi infeliz ao tentar caracterizar o cachorro de forma amorosa.

A frase "Wasp fazia xixi e cocô na sala, babava na minha cama e latia durante o meu sono, mas eu gostava dele" se torna inverossímil, pois uma pessoa não aceitaria tal comportamento sem se enfurecer.

Clichês:

Ao longo do texto podemos observar vários clichês, o que torna evidente a falta de originalidade do autor, entre eles podemos destacar as seguintes frases: "Em casa de pobre sempre cabe mais um", "A justiça no Brasil é caótica", "O fato é que eu trabalhava na carrocinha e, lá a lógica era simples: cachorro sem dono vira sabão".
Em todas as frases percebemos que o candidato se guiou pelos ditados e crenças populares, tornando o texto apenas uma cópia do que já foi criado.


Joice Amâncio Fernandes:


Inverossimilhanças:


"Wasp fazia xixi e cocô pela sala, babava na minha cama e latia durante o meu sono, mas eu gostava dele". Desde o início da narrativa o personagem se mostra indiferente aos animais: "(...) para mim, cachorro era pelúcia", mas adota Wasp porque estava solitário (...). Diante desses fatos e a forma brusca como ocorreu a mudança do personagem, (ocorre a inverossimilhança).

"Eu ensinei a ele várias coisas, mas ele me ensinou a mior lição". Durante a narrativa não é citado nenhum ensinamento a Wasp, pelo comportamento do mesmo e pelo tempo que Wasp e o dono ficam juntos, torna-se difícil acreditar que o personagem tenha ensinado várias coisas (ao cão) e este (as tenha) aprendido.



Clichês:


"Como em casa de pobre sempre cabe mais um..." - A oração faz referência à expressão popular "Em coração de mãe sempre cabe mais um", o que a torna clichê. O candidato poderia excluir esse trecho, já que ele não apresenta importância na narrativa, pelo contrário, a empobrece por ser clichê. (Poderia substituir este trecho) (...) por "Como estava solitário, resolveu adotá-lo".

"Fazer as coisas funcionarem, já que as leis não fazem", "... a justiça no Brasil é caótica". Ambos os trechos são clichês, poderiam ser removidos da narrativa sem problemas, pois além de não terem muita importância no texto e serem clichês, têm caráter de texto dissertativo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Aula 6 - Os exercícios da apostila


Exercícios de escrita:

Na apostila de questões:

* A questão do Chico Bento está resolvida e comentada na apostila de questões (questão 3 da prova).
* A questão 4 da prova de 2009 já foi comentada em sala na aula passada.
* Questão 9, item a).
* Questão 10, item a).
* Questão 11 (trabalha com a temática da intertextualidade).




Atividade:

Para cada uma das questões citadas acima:


* Comparar a resposta abaixo a média com a resposta acima da média e procurar justificar a nota atribuída a cada uma pela banca corretora da Unicamp.


(Unicamp 2009)

Débora Cardoso:

3.a) Na resposta abaixo da média o candidato cometeu um equívoco (...) esta troca fonética (...) não é empregada por todos os homens do campo (...). Na resposta acima da média, embora o candidato tenha dado uma resposta curta e sem exemplos, foi respondida a questão de uma forma correta, colocando-se o que era pedido.
b) Na resposta abaixo da média o candidato continuou com o mesmo pensamento que foi descrito na questão a, dizendo que este modo de falar é típico do interior brasileiro, além de dizer que esta linguagem é de cultura nacional e que caracteriza o Brasil. Se esta linguagem é de cultura nacional, ela não pode ser típica do interior brasileiro.
Na resposta acima da média o candidato menciona o fato de a utilização desta linguagem ser comem no momento da fala, além de dizer que ela não é exclusiva do universo rural, conseguindo assim responder corretamente a questão.

4. a) Na resposta abaixo da média, embora o candidato tenha entendido os sentidos contidos na frase, não fez o que era pedido, pois a questão pedia que fossem construídas frases (...) e não que fossem explicados seus sentidos.
Na resposta acima da média, o candidato entendeu corretamente o que se pedia na questão, conseguindo assim dar a resposta esperada.
b) Na resposta abaixo da média, o candidato colocou apenas a quem o “só” se ligava nas frases e deixou de dar exemplos e explicações de seu papel na frase. Na resposta acima da média, o candidato colocou o que se pedia, ou seja, disse a quem o “só” se ligava em cada uma das frases e comentou sobre os sentidos entendidos em cada um dos casos.

9. a) Na resposta abaixo da média o candidato cometeu uma falha de interpretação do capítulo, ele direciona a interpretação da metáfora a uma mulher e não à imaginação do narrador. Outra falha que o candidato comete é citar partes do capítulo em sua resposta e não colocá-los entre aspas.
Na resposta acima da média o candidato consegue interpretar o capítulo e explicar corretamente a metáfora empregada pelo narrador para caracterizar a sua imaginação.

10. a) Carina: Na resposta abaixo da média, o candidato compara os afazeres do carpinteiro com o do poeta, concluindo que o eu-lírico considera sua profissão mais trabalhosa, o que não é correto. Além disso, usa uma expressão incorretamente, afirmando que o “caso artístico” do eu-poemático é a “terra”. Na resposta acima da média, o candidato mostra que o Alberto Caeiro rejeita um trabalho de poeta que se assemelhe ao ofício do carpinteiro, uma vez que a poesia deve ocorrer naturalmente.

11. a) Na resposta abaixo da média o candidato não respondeu o que era pedido, pois, ao invés de utilizar palavras que explicassem os dois últimos significados da palavra exílio no poema, utilizou frases que além de tudo não eram corretas. Na resposta acima da média, o candidato colocou exatamente o que foi pedido na questão.
b) Na resposta abaixo da média o candidato colocou o que foi pedido de uma forma muito “pobre”, pois colocou poucos argumentos, deixando-a muito vaga. Na resposta acima da média, o candidato, além de citar como o eu-lírico imagina o lugar para onde quer voltar, cita também onde o eu-lírico está, ou seja, o período de guerras que ele está vivenciando, respondendo assim corretamente o que estava se
ndo pedido.