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domingo, 6 de maio de 2012

Produção de Textos. Aula 4 - Reescrita (tema bajulação - Unesp 2012)



           A natureza humana tem o desejo de se sentir bem consigo mesma; desse modo, as bajulações conferem-lhe maior força. Contudo, tais atitudes podem provocar o autoengano.
            São famosos os bajuladores que, através da maneira de falar, tentam cativar outras pessoas com o intuito de atingir metas pessoais, seja no trabalho, na escola ou em outro ambiente social.
            Como foi analisado na pesquisa da University of Science and Technology, o cérebro humano é estimulado quando ocorrem situações que envolvem elogios, mesmo que sejam claramente motivados por interesses, o que mostra a necessidade do ser humano de ter seu ego aumentado.
            Situações de “puxa-saquismo” sempre ocorreram na história da humanidade, tanto na época do trovadorismo como nos tempos atuais, podendo ser notadas através das novelas, teatros, textos como o de Machado de Assis e muitos outros, o que mostra como tais atos são comuns a todos, e portanto não devem ser julgados e condenados.
            Contudo, é importante que todos tenham sua própria autoestima, sendo realistas sobre si, para evitar o autoengano, e tendo também o cuidado de não julgar os outros de forma errada.

(Carla Yonekura Faile)

domingo, 2 de outubro de 2011

Aula 19. Os temas polêmicos





Graziele de La Torre:

Estudos recentes tentam mostrar que o homossexualismo tem um vínculo com a genética, mas ainda deixam o assunto um pouco vago, sem muitas certezas, justamente porque existem pessoas que são homossexuais por uma questão única: a escolha.
Talvez essa escolha surja a partir das influências culturais, sociais e até mesmo políticas, afinal, o ser humano tem a sua personalidade formada a partir da sociedade em que o mesmo se incide. E ainda hoje nem todas as escolhas pessoais são bem vistas e aceitas por outras pessoas, assim gerando o preconceito.
Agressões físicas, verbais, exclusão social e outras coisas são consequências preconceituosas de uma escolha pessoal, o que leva uma pessoa a reprimir seus sentimentos dentro de si e a se comportar de acordo com o padrão que lhe é imposto, causando-lhe a infelicidade.
Por fim, a homossexualidade não é um problema a ser excluído e sim algo a ser entendido.
Nos dias atuais e nos dias futuros, os gays conquistam e conquistarão diversos direitos que mudarão a vida deles e de quem os rodeia, causando o efeito de preocupação em respeitar a opção sexual do próximo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Aula 20 - Os temas filosóficos


(Fuvest 2010) - Imagens

Conferir tema em: http://www.fuvest.br/vest2010/provas/fuv2010_2fase_prova1.pdf

Construindo imagens

(Gustavo)

(...) As imagens construídas (atualmente) pela mídia tem mais valor e importância do que a própria relaidade. (Elas nos) impõem desde o nosso modo de vestir, até o que se deve comer. Alguns produtos são nomeados pelo seu logotipo. (...)

Os meios de comunicação em massa nos dizem também do que devemos gostar ou desgostar, colocando em um pedestal (...) algumas pessoas como atores, jogadores de futebol, apresentadores, etc.

(...) Porém, esta mesma mídia que constrói imagens também as destrói com imensa facilidade (...). Algumas vezes chegamos a esquecer a facilidade de imagens construídas sobre algumas pessoas (...) e as tratamos como divindades, vangloriando-as, sem nos lembrarmos que são apenas pessoas, que somos todos iguais. Independentemente de nos exibirmos na televisão ou não, não importa nossa imagem - afinal, na realidade somos todos os mesmos.

Aula 19 - Os temas atuais


(Unicamp 2007) - Agricultura

Conferir o tema em: http://www.comvest.unicamp.br/vest2007/F1/fase1.pdf

Exemplo de redação possível:

Agricultura e Conservação: questões históricas

Na historiografia que coloca em evidência a agricultura brasileira, diversos autores preocuparam-se fundamentalmente com os aspectos econômicos, sociais e políticos da exploração levada a cabo na grande lavoura. Dentro desta perspectiva, encontramos várias considerações acerca dos métodos de cultivo do solo. Os historiadores observam que o amanho da terra era feito de maneira tradicional, rotineira, de coivara, derrubada e queimada da floresta para a abertura de novos campos de cultivo, a aplicação maximizada do sistema indígena de agricultura e que levava a degradação do solo, queda de produtividade e exaustão da terra. Apesar desses historiadores estarem corretos, no final do século XIX e início do XX, diversos agricultores se preocuparam com a exploração da terra feita pelos métodos utilizados na agricultura brasileira, se instruíram e desejaram uma modernização ou modificação da lavoura e exploração agrícola em diversos níveis, demonstrando um conservacionismo incipiente.

Durante o século XIX, principalmente depois das décadas de 1820-30, parte da sociedade brasileira, nas províncias do Rio de Janeiro, fundamentalmente, começaram a notar os efeitos da lavoura de derrubada e queimada das florestas, questionavam-se sobre as nuvens de fumaça produzida por essas queimadas e que tampavam o sol de dia e de noite as estrelas. Além disso, começaram a relacionar as secas periódicas e a mudança do regime de chuvas à esse procedimento de abertura de novos campos ao cultivo do café no Vale do Paraíba. Esses fatos causavam uma baixa produtividade das culturas alimentares o que fazia com que os preços dos alimentos aumentassem na capital do Império, e fosse notado pela maioria dos habitantes em diversas oportunidades.

A partir das décadas de 1850-70 às críticas com relação a degradação do meio ambiente já eram senão vulgarizadas na sociedade, ao menos eram mais comuns. Foram organizados alguns institutos que levavam mais em conta a produção e análise científica do homem e a natureza, bem como os efeitos e possíveis efeitos da exploração do ambiente na sociedade, na economia, no presente e no futuro.

Dito isto, encontramos nas revistas de agricultura, neste caso falando, na Revista Agrícola, órgão de publicidade da Sociedade Paulista de Agricultura (SPA), - sociedade representante dos cafeicultores de São Paulo -, reiteradas manifestações sobre uma possível modificação da agricultura - para os editores e autores que escreviam na revista, a implantação do chamavam de moderna agricultura, agricultura científica, ou agricultura racional e inteligente. Clamavam estas pessoas por processos modernos de lida com o solo, a utilização de instrumentos aratórios, adubação, irrigação, seleção de sementes, ensino agrícola nos níveis iniciais, um sistema de agricultura que fosse mais intensivo, racional, tudo para tornar a lavoura e a produção mais eficiente, mais rendosa e melhor utilizar as terras, evitando o seu rápido desgaste pelos mais variados processos e procedimentos. Problemáticas que eram desprezadas nos séculos anteriores e que começaram a ganhar respaldo na sociedade paulista e carioca desse período.

A criação e preocupação desses agricultores, engenheiros agrônomos, alguns políticos, instituições de pesquisa e ensino, tais como o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), e a Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (ESALQ) estão inseridos dentro deste contexto histórico de importante destaque dentro da História do Brasil no passado e no presente, é o início da preocupação que podemos chamar de conservacionista, e também de pesquisas agronômica, tão importante ao desenvolvimento da lavoura brasileira.

Por Amilson Barbosa Henriques
Colunista Brasil Escola

Aula 18 - Os temas polêmicos


(Unifesp 2004) - A sociedade e a homossexualidade nos dias atuais

Conferir o tema em: http://www.unifesp.br/prograd/vestibular/portal/index2.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=61&Itemid=30


Exemplo de texto possível:

Um passo à cidadania homossexual

Por Luiz Tagore
para o Acerto de Contas

Após o fim da Segunda Guerra Mundial tem sido constante no processo de consolidação dos direitos humanos, a concessão de garantias expressas em lei para grupos e subgrupos sociais outrora excluídos dos diplomas legais da maioria dos países, foi assim com os indígenas, judeus, negros, mulheres, portadores de necessidades especiais, crianças e idosos.

Entretanto no Brasil assim como em muitos paises espalhados pelo mundo; pouco ou praticamente nada se fez voltado para a parcela homossexual da população, este segmento continua sendo vitima de discriminação e violência, que por muitas vezes se apresenta institucionalizada, sendo realizada por entes governamentais que em vários casos agem sobre respaldo (ou omissão) de legislações arcaicas; fortemente influenciadas por idéias religiosas.

(...)

A ausência de dignidade no cotidiano da comunidade homossexual compele muitos indivíduos a manifestarem as suas vontades e o seu jeito de ser somente em guetos o que tem como conseqüências a preocupante segregação desse grupo social e o aumento da esteriotipização desses; a soma dos mencionados fatores gera uma assustadora aceitação do preconceito e da discriminação, não é a toa que em momentos importantes da vida social; como na busca de um emprego se omite a sua orientação sexual por temer possíveis sanções negativas que acarretaria se fosse dito a verdade.

(...)

Como bem aduz o intróito, é fundamental que em um Estado Democrático de Direito a livre expressão coletiva ou individual da orientação sexual encontre uma garantia expressa na forma da lei.

É importante salientar que o Direito não possui apenas o dever de tutelar, mas também de provocar o desenvolvimento da dignidade da pessoa humana e promover o livre exercício da cidadania; realmente em nosso sistema jurídico a norma nasce através da valoração social de um fato, contudo o Direito pode trilhar o caminho inverso pode a norma surgir antes mesmo dos valores éticos se fazerem presentes no pensamento social.

(...)

O maior exemplo disto no Ordenamento Pátrio é o caso da Lei de Divórcio (Lei 6.515/77). Até então interromper um casamento era visto com maus olhos pela sociedade, pessoas separadas, sobretudo mulheres eram alvo de certo repúdio social; tinham dificuldades de serem aceitas, somente após a existência desta lei que este pensamento social se modificou; hoje é completamente natural se divorciar quando o relacionamento não mais encontra justificativa para sua existência.

Logo diante deste exemplo podemos inferir que o surgimento agora, ainda que tardiamente, de uma legislação que promova a criminalização da homofobia, poderá garantir que as próximas gerações serão muito mais tolerantes com os homossexuais, travestis, transexuais e lésbicas.

Assim como ocorreu entre outros momentos da história em que foram concedidos novos direitos a grupos até então explicitamente discriminadas, feito este que influenciou fortemente o comportamento da sociedade, onde ocorreram estes fenômenos, que viu aqueles indivíduos, outrora inferiores, alçados a uma posição de igualdade com o todo.

Alem do mais uma lei como esta poderá evitar e certamente diminuirá as estatísticas de crimes cometidos contra homossexuais. Tendo em vista até então a ausência de interesse por parte do pode publico em catalogar e documentar delitos desta natureza.

In: http://acertodecontas.blog.br/artigos/um-passo-cidadania-homossexual/

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Aula 17 - O texto dissertativo


Identificar as falácias presentes no texto a seguir:

Em manifesto na web, jovens paulistas criticam migração
Em manifesto na web, jovens paulistas criticam migração

Eles têm entre 18 e 25 anos, são universitários e se uniram a partir de um manifesto virtual, batizado de "São Paulo para os paulistas". A iniciativa, que começou com a voz solitária de uma jovem indignada diante da proposta de inserção da cultura nordestina na grade curricular de escolas da capital do Estado, foi ganhando adeptos e, em poucos meses, já contava com mais de 600 adesões, demonstrações de apoio expressas em assinaturas numa petição online.
Escolhido como porta-voz do grupo por ter um discurso mais moderado e menos conservador, o estudante Willian Godoy Navarro, 22 anos, conversou com Terra Magazine.
(...)

Terra Magazine- Como surgiu a ideia do manifesto?
Willian Godoy Navarro - A ideia do manifesto surgiu por conta de algumas leis que ainda estão em discussão na Câmara, na Assembleia Legislativa, que defendem a aplicação de uma disciplina nas escolas públicas em relação à cultura nordestina. Isso desencadeou o movimento, porque não existe uma promoção da cultura paulista. Os alunos saem do Ensino Médio e não sabem o que foi a Revolução Constititucionalista de 1932.
Então, a Fabiana (uma das integrantes) criou a petição, jogou na internet e conseguiu a adesão. Foi formado um grupo. Dezenas jovens apoiam e se mobilizam na internet para divulgar. Foram se conhecendo pela internet. A petição está há poucos meses no ar e já tem mais de 600 assinaturas.
O que vocês pretendem exatamente?
A gente quer levantar a discussão. Não apoio a petição. Há uma discussão interna. Acredito que a petição é ousada demais, muito radical. A gente não pode fazer uma petição como se São Paulo fosse um Estado independente.
(...)

Vocês são a favor de iniciativas que estimulam o retorno de migrantes ao local de origem?
Imagina só: um migrante que tinha um trabalho na área agrária, rural. Ele vem para uma cidade, sem qualificação, sem estudo, sem preparo. Ele não tem base para se manter nessa cidade. Se ele sempre trabalhou no meio rural, o que vai fazer na cidade? Ninguém pensou nisso.

Então você apoia essas iniciativas?
Sim, é uma questão humanitária. Para você ter uma ideia, tem uma pesquisa que diz que 84% dos moradores de rua que vivem no Centro de São Paulo são migrantes. É aquela mesma história. Vêm para São Paulo, não são absorvidos, não têm amparo público e acabam vagando pela cidade. O custo de vida em São Paulo é alto. Acredito que seja um dos mais altos do pais. Já é difícil para um paulistano, que constrói uma carreira, comprar, financiar um apartamento ou uma casa, imagina para o migrante que consegue ganhar um salário mínimo por mês e tem uma família para sustentar?

Lendo o manifesto, notei que o movimento tem uma particular preocupação com os nordestinos...
Não existe essa preocupação particular. Mineiros, nordestinos, mato-grossenses, paulistas que vieram do interior para a capital. Todos.
(...)

Nesse primeiro momento, o manifesto virtual serviu para saber se haveria aceitação?
Foi um estudo para a gente sentir como seria a aceitação. Falar da migração sempre é um tabu. Sempre alguém vai se sentir prejudicado. A gente estava discutindo ontem para falar com você hoje. A gente não pode falar da migração. São Paulo foi construído por imigrantes e migrantes. O que tem que acontecer é uma administração, um controle.

Como assim "um controle"?
Não existe controle. Não controle. Controle é uma palavra muito forte. Mas nenhuma política que pudesse organizar a migração. Não só de nordestinos, mas de todos que vêm para São Paulo ou para outra cidade. A gente tem quase um milhão de pessoas na cidade de São Paulo que não conseguem emprego, que moram em favelas ou em áreas com más condições de moradia. A gente não tem estrutura para absorver a migração. Essa mão-de-obra, essa força de trabalho que continua vindo para São Paulo poderia desenvolver outras áreas do país. A gente se preocupa com o futuro da cidade.

Vocês do movimento consideram que a migração provoca sobrecarga no sistema de saúde e impactos nos índices de violência?
Seria hipócrita se dissesse que não. A maior parte das pessoas que utiliza o SUS na cidade de São Paulo são migrantes. Agora, não que esse seria o problema. Em relação à violência, é também bastante contestado. O cara vem, mora na periferia, não tem emprego, não tem nenhuma base. Vai trabalhar no mercado informal ou arranjar outro meio. Mas as vezes há outras situações que fazem com que parta a criminalidade.
(...)

No manifesto, vocês dizem que os "migrantes não construíram São Paulo por serem alocados na construção civil. Seja desmentida tal falácia". Você acha que isso é realmente uma falácia?
Essa parte do manifesto não li, mas o entendimento é o seguinte: quem constrói São Paulo não são os pedreiros. São os empresários, os investimentos aplicados na cidade, feitos por paulistas. Falar que outras pessoas construíram a cidade é absurdo. Eles trabalharam, usaram sua força de trabalho. Não significa que construíram São Paulo. Esse prédio que você trabalha, por exemplo, não foi construído por migrantes...por pedreiros. Foi construído pela empresa que investiu, que financiou o projeto. Entendeu o ponto de vista do manifesto? As pessoas dizem: "Ah, os migrantes construíram São Paulo". Construíram com sua força de trabalho, mas se não fossem os investimentos e o dinheiro que gira na cidade, não teriam construído nada.

(...)

Onde vocês pretendem chegar?
Nossa meta é que isso seja discutido na Assembleia Legislativa, na Câmara Municipal. A gente quer que seja implantada algum tipo de política que possa administrar isso (migração). Que fale: "vocês não têm qualificação, então, vão fazer um curso de qualificação e ser alocados para outras áreas do Estado que oferecem mais oportunidades. As pessoas que vivem em São Paulo e querem, mas não têm condições de voltar para a terra de onde fugiram... A cidade gerar essa oportunidade para elas. O pouco que a gente conquistar para uma cidade como São Paulo vai ser bastante.

Possibilidades de resposta:

"Se ele sempre trabalhou no meio rural, o que vai fazer na cidade?"

conclusão falaciosa: quem é do meio rural nunca estará apto a viver na cidade.


"A gente não pode falar da migração. São Paulo foi construído por imigrantes e migrantes. O que tem que acontecer é uma administração, um controle."

São Paulo foi construída por migrantes, mas é preciso controlar os migrantes: mais que falaciosa, a conclusão aqui é ilógica e contraditória.


"O cara vem, mora na periferia, não tem emprego, não tem nenhuma base. Vai trabalhar no mercado informal ou arranjar outro meio. Mas as vezes há outras situações que fazem com que parta a criminalidade."

Conclusão falaciosa: o migrante não tem cultura ou saberes próprios ("nenhuma base") e nenhuma possibilidade de ascensã social.


"No manifesto, vocês dizem que os "migrantes não construíram São Paulo por serem alocados na construção civil. Seja desmentida tal falácia". Você acha que isso é realmente uma falácia?
Essa parte do manifesto não li, mas o entendimento é o seguinte: quem constrói São Paulo não são os pedreiros. São os empresários, os investimentos aplicados na cidade, feitos por paulistas. Falar que outras pessoas construíram a cidade é absurdo. Eles trabalharam, usaram sua força de trabalho. Não significa que construíram São Paulo. Esse prédio que você trabalha, por exemplo, não foi construído por migrantes...por pedreiros. Foi construído pela empresa que investiu, que financiou o projeto. Entendeu o ponto de vista do manifesto? As pessoas dizem: "Ah, os migrantes construíram São Paulo". Construíram com sua força de trabalho, mas se não fossem os investimentos e o dinheiro que gira na cidade, não teriam construído nada."

conclusão falaciosa: os nordestinos são a mão de obra, os paulistas são o dinheiro. Além disso, o entrevistado acabou de dizer que São Paulo foi construída por migrações e imigrações - nesse contexto, por que seria absurdo afimar que "outras pessoas" construíram a cidade?


"Onde vocês pretendem chegar?
Nossa meta é que isso seja discutido na Assembleia Legislativa, na Câmara Municipal. A gente quer que seja implantada algum tipo de política que possa administrar isso (migração). Que fale: "vocês não têm qualificação, então, vão fazer um curso de qualificação e ser alocados para outras áreas do Estado que oferecem mais oportunidades. As pessoas que vivem em São Paulo e querem, mas não têm condições de voltar para a terra de onde fugiram... A cidade gerar essa oportunidade para elas. O pouco que a gente conquistar para uma cidade como São Paulo vai ser bastante." -

conclusões falaciosas: o migrante nunca é qualificado, têm de ser expulso de São Paulo e é um covarde que "fugiu" de sua terra. Além disso, o migrante se contenta com pouco - qualquer esmola que garanta sua sobrevivência em São Paulo é suficiente.